Há quem diga que 2011 foi o ano em que o planeta Melancholia se aproximou da Terra. Os fortes sorriram na cara dele, os indiferentes fingiram que não viram, os com a vida ganha tiveram uma gripe rápida, os engajados foram às ruas e os sensíveis sur-ta-ram com sílabas separadas. Seja um problema dos céus, dos astros ou de um desequilíbrio simultâneo da natureza e do homem, 2011 foi tudo menos um ano de enseadas. A lembrar que ele começou foi mesmo com uma triste onda gigante. Mas a despeito de todos os eventuais (ou não tão eventuais assim) obstáculos que este ano tenha nos dado, se a virada de calendário nos serve para alguma coisa, isso só pode se chamar esperança. De dias melhores, de renovação, reinvenção, ctrl alt del, you name it.